Acreditamos que este blog esteja mexendo com a imaginação e os nervos de muitos professores, pois devem estar se perguntando, mas qual será a fórmula certa para trabalhar utilizando o teatro como ferramenta?
Não se torture, nossa intenção nesse texto é justamente lhes auxiliar nessa dúvida, mas não pensem que há uma fórmula certa ou errada, todas são corretas, o importante é trabalhar com o teatro, mas claro assim como qualquer outra metodologia que formos utilizar, precisamos seguir alguns princípios básicos, e no caso do teatro não seria diferente.
O principal que devemos saber é que nunca podemos deixar de acreditar na capacidade de ir além dos nossos alunos, nunca devemos diminuí-los, ao contrário, devemos sempre incentiva-lo a ir mais, e também com isso devemos nós ir além também sempre inovando e nos tornando autênticos e sempre estarmos disponíveis aos nossos alunos.
Outros aspectos que devem ser levados em consideração para que se tenha um bom aproveitamento do teatro na educação é em relação ao tema a ser abordado, este deve ter significado e ser de conhecimento do aluno em primeira instancia para que lhe surja um interesse por estudá-lo, outro fator é que o professor deve sempre ver o seu aluno com alguém em pleno processo de crescimento, e por tanto deve levar em consideração sua capacidade e seu tempo de evolução, e devem estar se perguntando, mas e o professor como fica ele não tem papel nenhum além de saber compreender o tempo do seu aluno? Engana-se quem pensou que não, pois o professor além de ser um elemento do meio social desse aluno, ele deverá se relacionar com este aluno, mas não apenas no sentido de ser o mentor desse processo, mas sim no sentido de que ele faz parte da vida desse aluno e, portanto para que ocorra tudo certo com seu projeto de teatro ele deve se envolver cada vez mais com seu aluno, e levar essa relação num nível de igualdade, mas esta no sentido de saber respeitar a opinião do seu aluno, saber reconhecer um erro, saber lidar com todas as possíveis e impossíveis reações de seus pupilos, pois não existem apenas prazeres ao se lidar com teatro, devemos sempre lembrar que estamos lidando com seres humanos e estes podem muitas vezes ter problemas de relações, de individualismo, de lideranças excessivas, de carências e de estrelismo, esta última que no meio das artes é bem comum o surgimento, pois as pessoas que ali estão irão se mostrar ao público seja uma grande platéia ou até mesmo a própria turma, e muitos podem pensar que são melhores que os outros ou que têm mais capacidade que os demais, e esses conflitos deverão ser contornados pelo professor, sendo que este deverá realizar um contínuo trabalho com a turma, demonstrando que ali todos estão para aprender e de que cada um tem seu ponto forte e que o teatro será justamente para auxiliá-los na descoberta deste.
A questão da metodologia a ser utilizada é algo que com certeza os professores se preocupam, mas essa é uma questão fácil de resolver, pois para se trabalhar com teatro devemos levar em consideração quatro características que a metodologia deve ter que são: a voluntária, a ativa, a coletiva e a global.
Na Voluntária o aluno pode decidir se quer participar ou caso contrário terá outra opção de atividade para realizar, mas sempre tentando esta ser voltada para a atividade do teatro, já na Ativa são propostas atividades onde a melhor forma de compreensão será a participação, e isso faz com que o aluno perceba que é agindo que se conhecem melhor as situações, na Coletiva se é trabalhado as questões de relação entre um grupo de pessoas, e isso é muito importante na vida dos alunos, pois eles trabalhando em grupo percebem que sua liberdade irá até onde a do outro começar, e assim aprenderão se portar perante a sociedade e a desenvolver sua expressão social, e na Global são trabalhadas as questões das múltiplas formas de arte, onde se é desenvolvido atividades utilizando as várias formas de expressão como a dança, a música, artes plásticas, entre outras, sendo que estas atividades podem ser desenvolvidas individualmente como em grupo.
Nesses quatro aspectos se é levado em conta a necessidade do aluno e suas capacidades, mas sempre discutindo antes com estes a forma como será trabalhado, para que assim fique satisfatório à todos.
Uma última dica aos mestres é que sempre devem ter em mente ao trabalhar com o teatro as palavras de Beaumarchais que diz: “Teatro, arte cuja primeira lei é a de divertir instruindo”, ou seja, se divirtam se alegrem e brinquem afinal brincar também é aprender, e ao se divertir vocês podem ensinar e aprender com seus alunos.
Você professor(a) que ao ler este blog se sentiu desafiado a propor um teatro a(s) sua(s) turma(s), nos relate sua experiência, tire suas dúvidas, e enriqueça nosso blog com seus comentários sobre o tema.
E faça um breve cometário a respeito da frase de Beaumarchais, você realmente acredita que conseguimos unir diversão com instrução, caso tenha alguma experiência nos conte, para assim possamos reforçar nossa defesa do teatro na educação.

O Teatro enquanto espaço físico serve para revelar ao público um mundo, pois quando assistimos a uma peça estamos nos deparando com outras formas de viver, outros costumes, outra linguagem, outras formas de vestir-se, e nesse espaço entramos em contato com outro mundo que não é o nosso, mas ao mesmo tempo em que é diferente do nosso, é muito idêntico, pois estamos vendo pessoas que assim como nós sonham, planejam e têm suas vidas ligadas ao nosso mundo, e isso por mais que esses atores busquem não envolver suas vidas com a de seus personagens, ao se apresentar eles estão colocando um pouco dela na sua apresentação, seja em sua forma de falar ou na forma de andar, ou até mesmo numa simples piscadela que dê em cena, ele está interpretando e ao mesmo tempo vivendo aquela situação como um ser pertencente a outro mundo.
E essas descobertas de um novo mundo só são possíveis graças ao empenho desses atores e do espaço e do clima que o teatro proporciona as pessoas que lá vão para apreciar uma peça, e isso se dá ao fato de que sua estrutura é bem divida e preparada para receber seus espectadores, e é justamente na forma que um teatro se estrutura que iremos relatar.
O espaço físico do teatro pode-se definir como tendo duas partes: uma visível ao público e a outra oculta. O público que irá assistir a um espetáculo deve ter acesso ao maior número de dados sobre a obra que está sendo apresentada, assim sendo, estes dados o ajudará a reconhecer as personagens que estão sendo interpretadas, detalhes sobre a cenografia e figurino, efeitos de luz e de som utilizados. Por trás, do que o público tem acesso, existe um mundo do teatro.
A fachada do teatro com suas luzes, cartazes destacando o título do espetáculo, o nome do autor, diretor, atores principais e patrocinadores. Perto da entrada principal está a bilheteria para a venda de ingressos, local onde se encontra um esquema da sala com o desenho das fileiras de poltronas para a escolha dos lugares pelo público. Ao entrar, passa-se pelo saguão decorado com fotos de artistas famosos que já trabalharam naquele local, ao passar pelo porteiro tem-se acesso à platéia que tem as poltronas distribuídas à frente para “palco à italiana”, ladeado por cortinas verticais (bastidores) e poltronas de frente e ao lado do palco em formato redondo, quadrado ou oval conhecido como “teatro de arena”, há outros tipos de palco como o "Elisabetano", o "Circundante", e o "Espaço Múltiplo".
Em teatros maiores há camarotes localizados nas laterais, acima da platéia, no andar acima dos camarotes ficam os balcões e dependendo dos andares, primeiro balcão, segundo balcão. O que separa a platéia do universo do espetáculo é a cortina ou pano de boca, que marca o início e final de encenações. À frente do palco fica situado o fosso da orquestra.
A parte dianteira do palco é chamada proscênio e é a parte mais próxima do público que também chamam de boca de cena. É o local reservado para as cenas mais importantes da encenação. Nas laterais do palco, de ambos os lados, estão os bastidores, de madeira ou tela, que impedem que o público veja as entradas e saídas dos atores de cena.
Outro elemento que se encontra dentro do palco, são as bambolinas, cortinas curtas e horizontais que escondem o teto do palco, onde estão os suportes dos refletores de luz ou elementos do cenário. Os refletores exteriores ao palco, chamada de geral e de frente ao palco, no fundo da platéia, a cabine de luz e som com as mesas de controle.
No chão do palco do teatro há um alçapão que é uma saída disfarçada, é utilizado para aparições e desaparecimentos de atores ou objetos. Os camarins ficam situados atrás do palco, são salas bem iluminadas para que os artistas vistam-se e façam sua maquiagem.
Nos teatros maiores existem as salas de ensaio localizadas ao fundo do palco ou nos andares superiores do teatro, depósitos de acessórios e dos figurinos. As gambiarras são barras em que são dependurados refletores e elementos do cenário, podem ser deslocadas para cima ou para baixo por meio de um motor ou manualmente por roldanas e cordas.
No fundo do palco, geralmente há uma imensa tela, ciclorama, onde são projetadas imagens, ou iluminação. Há teatros modernos em que os técnicos vêm às imagens do espetáculo pela televisão, circuitos internos, tendo um ângulo de visão na mesma perspectiva do público.
Os ensaios são realizados nas salas de ensaio e o palco reservado para os últimos ensaios de luz, marcação dentro do cenário e ensaio geral. Durante o período em que transcorrem os ensaios na sala de ensaio, o palco vem sendo estudado para a projeção do cenário e luz.
Os técnicos de espetáculo conseguem efeitos surpreendentes com a luz ou som, quase mágicos durantes as encenações. Efeitos de luz que se assemelham ao fogo, fumaça, ruídos, relâmpagos, ou até mesmo provocar “chuva” dentro do palco.
Desde a Grécia antiga os engenhosos utilizavam sua inteligência a favor do espetáculo, conferindo-lhe uma aura de magia, através de máquinas que com suportes, alavancas, roldanas, permitiam a impressão de os atores estarem voando, subindo e descendo dos céus, posteriormente a ilusão de que pequenos objetos parecessem imensos, como barcos que navegavam sobre as ondas.
Atualmente, nos grandes musicais norte-americanos surgem efeitos como trens que percorrem o palco ou helicópteros que aterrizam em plena cena.
A arte em geral, mas o teatro em específico não precisa ter um lugar definido para acontecer!
Na sua escola tem um espaço reservado a prática de teatro. E você já foi a um teatro fora do meio escolar? Como foi esse contato, superou suas expectativas?
Nos dias atuais onde todos têm acesso a tudo quanto é tipo de informação seria muita pretensão nossa de professor achar que nossos alunos apenas saberão aquilo que nós lhe passarmos, ainda mais quando se têm internet, telefones celulares, jornais, revistas, televisão e tantos outros meios de informação que podemos ter, e, para não ficarmos “por fora” como dizem hoje em dia, temos que buscar nos informar todos os dias. No teatro não poderia ser diferente, nosso público não quer mais apenas ver e participar de peças onde tenha apenas “João e Maria”, “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve e os Sete Anões”, mesmo esses textos terem forte influência e presença em nossas vidas, pois afinal elas fizeram parte de nossa infância, mas hoje em dia as crianças querem debater e trabalhar com temas atuais e de preferência polêmicos, como a dengue, as drogas, a sexualidade, o preconceito, as relações sócio-afetivas e tantos outros temas que estão aí, e isso é fácil de perceber quando vemos os trabalhos produzidos em sala de aula pelos nossos alunos, onde por exemplo, a questão do meio ambiente é um tema muito abordado, e por que isso, pois as crianças estão sempre ouvindo falar sobre preservação, camada de ozônio, poluição, entre outros, e isso mexe com elas, pois são assuntos que envolvem o seu dia-a-dia, e por isso desperta o seu interesse.
Temos hoje um riquíssimo volume de textos infantis que abordam temas importantes e atuais sobre a nossa sociedade e que podem e devem ser trabalhados em forma de teatro, e que muitos já são utilizados para isso, como temos a exemplo das peças que estão no blog para serem assistidas, onde se trata a questão da dengue, do preconceito, onde inclusive alguns vídeos têm participação de pessoas portadoras de alguma deficiência, tema esse que é muito discutido e que encontramos presente nas escolas e que os professores muitas vezes não sabem como lidar, pois aí vai uma dica caro mestre, utilize o teatro para debater o preconceito com seus alunos, lhe garanto que terá um resultado positivo.
Além de abordarmos temas atuais, temos que levar em consideração fatos e datas importantes para as crianças, que podem e devem ser aproveitadas para falar de assuntos que as envolvem, como estamos perto dos dias das Mães, por exemplo, podemos apresentar uma peça e ao mesmo tempo trabalhar as relações entre mães e filhos, os problemas que envolvem essa relação tão sagrada na vida das pessoas, e abaixo vai um texto muito interessante que fala dessa relação, quando mãe e filha brigam, e esta tem de fazer uma apresentação do Dia das Mães, porém como irá falar de mãe se está sem falar com a sua, é um texto ótimo de João de Rosario Lima, e que é simples e gostoso de trabalhar com as crianças.
Para ver o texto em tamanho maior basta salvá-lo em seu computador, clicando com o botão direito do mouse e salvando a imagem, que ao abrí-la estará num tamanho bom para ler.
E como foi relatado em outro post, são inúmeros os benefícios que o teatro traz a educação, e se formos capazes de unir as vantagens de se trabalhar com o teatro nas escolas e abordando temas atuais e que são do interesse dos alunos, estaremos com certeza cumprindo nosso papel de educador perante a sociedade.
Como nosso texto abordou, são inumeros os temas que podem e devem ser tratados no teatro com crianças e adolescentes.
Agora, faça um breve comentário a respeito da mudança de temas na educação de crianças e adolescentes, e apartir deste seu comentário, nos descreve quais seriam os temas que você acharia interessante que fossem trabalhados no teatro, e assim traremos alguns tópicos a respeito do tema solicitado.
Como sabemos as tecnologias estão por toda a parte, seja no mundo dos negócios, como nas escolas, no ambiente familiar e não seria diferente com o teatro, ainda mais quando este está voltado para a educação, que é sem dúvida uma das áreas que mais sente as mudanças causadas pelas tecnologias.
Hoje em dia podemos ver peças de teatro pela televisão, pelo computador e até mesmo pelo nosso telefone celular, e isso graças aos avanços da tecnologia e do interesse das pessoas pelo teatro, que fez com que mesmo o mundo evoluindo e as pessoas sempre deixando as coisas passarem de forma rápida em suas vidas, a presença do teatro é marcante, e isso no meio educacional também deve ser mantido.
Nas escolas podemos utilizar, por exemplo, um computador para pesquisar tipos de peças e textos, assim como figurinos, ou para divulgar a peça, mas também para montar uma peça de teatro com personagens virtuais, ou para um grupo assistir a peça em tempo real, ou para preparar os efeitos especiais que deverão apresentar na peça.
Como podemos perceber a arte de atuar e o avanço tecnológico estão andando de mãos dadas para o progresso, e isso sendo bem aproveitado pode auxiliar os professores a trabalhar com seus alunos.
Com todos esses recursos podemos ter um maior aproveitamento e desenvolvimento dessa arte na sala de aula ou no espaço utilizado para o trabalho, como por exemplo, utilizarmos o computador para explicarmos a literatura ou a física aos alunos utilizando o espaço virtual de um teatro, ou preparando uma peça de teatro usando as leis da física para se basear, e quem imagina que o teatro não tem utilidade para uma aula de física se engana, pois podemos através dos movimentos do teatro realizar atividades para calcular todos os ângulos que os personagens realizam com seus movimentos, ou antes, mesmo de encenarmos uma peça podemos calcular quanto tempo o ator levará para realizar aquela cena contendo a velocidade que ele está se locomovendo, os materiais e as vestimentas que ele carrega que podem influenciar na sua locomoção, e assim poderá calcular quanto tempo levará à peça, quais os movimentos que poderá realizar com mais rapidez e outros aspectos, como flexibilidade do corpo, membros que movimenta e outras da área da biologia.
A tecnologia já faz parte de nossas vidas, e cada vez mais está presente no meio escolar. E cabe a nós futuros professores o dever de trazer novidades para estimular a criança para a construção de seu conhecimento.
Dê sua sugestão ou nos peça uma dica de como trabalhar o teatro com outros meios multimídias no ambiente escolar.
Como vimos o teatro traz amplos benefícios à educação de crianças, jovens e adultos, mas quando falamos de crianças com necessidades especiais, esse benefício se amplia, pois conforme pesquisas e estudos, as crianças ditas “especiais” vêem no teatro uma forma de serem vistas sem o pré-conceito que muitas pessoas olham, além de lhe auxiliar nas questões cognitivas e sócio-afetivas, o teatro ajuda as crianças a demonstrarem aos demais que elas podem e são tão capazes de atuar como qualquer outra.
Algumas escolas ainda utilizam o teatro como forma de trabalhar a inclusão de crianças “especiais” com as outras, e isso tem um resultado positivo, pois elas aprendem umas com as outras e nesse envolvimento trabalham a questão do respeito as diferenças, além de perceberem o quanto tem coisas em comum como a timidez, o medo de falar em público, ou de aparecer em frente a platéia.
Mas esses conflitos sendo bem trabalhados em sala de aula ou até mesmo em um teatro, podem proporcionar bons resultados na vida dessas crianças e de seus familiares, como muitas revelam que seus filhos após começarem a interagir com outras crianças que não tem as mesmas necessidades que elas, mas que tem os mesmos temores começaram a se sentir mais alegre e com mais disposição.
Então podemos ver que o teatro é um forte instrumento para a inclusão social, e que exemplos como, o do grupo da Companhia de Teatro para Crianças Especiais de Mossoró, deve ser seguido, esse grupo vem sendo montado pela Clínica de Terapia Ocupacional e reúne crianças com algum tipo de necessidade especial, a terapeuta que trabalha com elas revela que o desafio é vencer o preconceito utilizando o teatro.
Nesse projeto estão envolvidos 35 meninos e meninas, além de seus familiares que também aparecem na peça, que leva o nome de “Preconceito”, justamente para abordar essa questão que está inserida no dia-a-dia delas, e o enredo desta foi escrito por um menino de 12 anos que revelou que gostaria que através dela a sociedade visse as crianças especiais com outros olhos.
O principal objetivo da companhia é combater a discriminação e o preconceito em relação a crianças com necessidades especiais, pois para eles estas necessitam assim como as demais serem respeitadas, amadas e compreendidas da forma que são, sem nenhum tipo de sentimento a não ser estes citados acima.
O normal é ser diferente. Você já assistiu ou participou de alguma peça teatral onde tinham pessoas com necessidades especiais? Como foi essa experiência, acredita que essa relação traz benefícios? Quais?
Você acha que o teatro na educação especial pode mudar a visão que a sociedade e às vezes as próprias crianças têm a respeito das pessoas com necessidades especiais?
v Teatro de Fantoches
Para a confecção dos fantoches são utilizados vários tipos de material inclusive sucata, que pode ser um recurso muito bem aproveitado e sem custos para o professor e para a escola, pois pode ser trazido pelos próprios alunos, o que tornaria a atividade de confeccioná-los ainda mais interessante.
Tudo poderá ser aproveitado. Tachinhas, fita crepe, latas, sacos, durex, esparadrapo, rolos de papel higiênico vazios, tintas, etc.Outro recurso é utilizar as próprias mãos como fantoches, não necessitando de um material elaborado. Basta desenhá-lo na própria mão com caneta esferográfica, carvão, tintas especiais, etc. O uso de várias cores tornará os bonecos mais alegres. Podem-se acrescentar acessórios às figuras enfeitando as mãos e os dedinhos das crianças. Como exemplo, lã, chapéu, meias, penas, etc. Outros tipos também são muito utilizados como mãos com luvas, costas das mãos, fantoches de copinhos, de meias, de garrafas e até mesmo de galhos de árvores e flores.
O professor deve incentivar os alunos a explorar todos os movimentos dos dedos, mãos e braços, criando uma atmosfera do conhecimento do próprio corpo. Para isso, a utilização de músicas populares, folclóricas ou clássicas são fundamentais para que o trabalho com o fantoche seja desenvolvido, além do diálogo, desenvolvido entre os participantes.
v Teatro de Varas
Este teatro é uma variação do teatro de fantoches. È considerado um fantoche de vara. Os bonecos são mais simples, mais baratos e de confecção mais fácil. Sua característica principal é ser sustentada por uma vara. Podem ser confeccionadas com cartolinas, bolinhas de isopor, de papel, colher-de-pau, palitos de churrasco, garfos vestidos com roupas de pano, palitos de picolé, copinhos de plástico sustentados por palitos.
O fantoche de cone é um tipo de boneco muito encontrado em feiras livres e circos populares, podendo representar uma figura humana ou um animal, geralmente sobre a forma de um palhaço ou pierrô. É uma variação do fantoche de vara, basta segurá-los pela vareta e dar-lhes o movimento de acordo com a situação.
v Pantomima
A pantomima pode ser considerada um jogo teatral que é realizado por cenas de ação dramática que se caracterizam por explicação da ação através do gesto. Podemos exemplificar essa afirmação através deste exemplo: a primeira atividade proposta foi a de arrumar uma casa; os elementos foram entrando e ordenando aos cantos da casa, e ao final cada um estava fazendo alguma coisa - ou lendo um livro, ou cozinhando, ou escutando música. A atividade do segundo jogo era colocar água num copo e bebê-la. Mas, assim que subiram mais jogadores ao palco estourou-se a disputa pela água. No terceiro jogo, a atividade era tocar um instrumento, e os jogadores subiam ao palco tocando cada um seu instrumento, até que um dos participantes regeu a orquestra, que passou a existir em função do estabelecimento de uma ordem mais ampla, fixando uma relação lógica da cena. Algo mais próximo ao jogo da atividade foi atingido quando um dos jogadores subiu ao palco e propôs atividades de “tecer”. Mas ainda que o grupo elaborasse uma cenografia, configurando uma oficina de tecelagem, na qual eram desenvolvidas as mais diferentes atividades, desde dobrar panos até crochê ou costura à máquina. Somente numa fase posterior, quando voltamos ao jogo da atividade, o grupo manteve o foco solicitado pelo jogo.
Quando o foco na atividade foi descoberto pelo grupo, houve seleção e detalhamento no gesto, o que provocou uma modificação na atuação. Em comparação com o primeiro momento, quando há disputa pela água gerava um clima quase frenético, demonstrando a preocupação de fazer alguma coisa no palco, o segundo revelava um relaxamento de tensão, o que favorecia o surgimento de ações improvisadas. As imposições individuais e a linearidade da narrativa cederam lugar a autenticidade do jogo.
Pantomima resume-se ao:
* Uso de caricaturas,
* Dramatização (exemplo: Charles Chaplin);
* Uso de características fortes sem uso de palavras,
* Ás vezes tem um contexto social,
* Usado muito em aulas de teatro,
* Tem como objetivos: diversão, socialização, coordenação motora e aprender a usar o corpo como um todo.
As brincadeiras com fantoches permitem que a criança desenvolva a expressão oral e artística, pois os bonecos levam a criança sempre ao mundo da imaginação e do faz-de-conta.
Já os alunos maiores (geralmente do ensino fundamental), usam o fantoche para expressarem seus pensamentos de uma forma mais livre. Contam suas ações, seus desejos, aventuras, reproduzem fatos e histórias lidas e ouvidas do seu dia-a-dia.
O teatro de bonecos também estimula a criança a desenvolver a potencialidade da voz porque de acordo com o personagem representado, a criança pode falar grosso, fino, imitar sons de bichos, de elementos da natureza como, por exemplo, chuva e trovoadas, abrindo momentos lúdicos e sensórias. Elas começam a adequar a voz às diversas situações aliando o ritmo vocal ao gestual.
A criança ao ouvir aos mais diversos sons, ela provavelmente ouve com mais interesse o que os outros falam. Isso faz com que ela perceba a musicalidade de uma canção e o seu ritmo, sendo considerado um fator fundamental na educação da audição (sensorial).
Outro fato é que os bonecos confeccionados pelos alunos, mesmo que o professor participe da confecção, são mais adequados para o aprendizado do que os comprados prontos, pois quando eles mesmos criam os fantoches, passam a gostar mais deles unindo neste momento, três aspectos da educação: a expressão oral, a plástica e as emoções vivenciadas anteriormente.
O teatro de fantoches é um dos meios que ao ser trabalhado auxilia a criança e o adolescente a interligar o lúdico ao conteúdo a ser construído.
Os fantoches podem e devem ser confeccionados pelos próprios alunos, assim estimulando as habilidades motoras.
O que você acha que a construção e o brincar com fantoches deixam como aprendizado a todos e, principalmente as crianças?
Temos também o teatro de forma apenas gestual, sem precisar falar, no qual podemos nos comunicar muito bem com as demais pessoas, entretanto muitos adultos sentem aquela vergonha na hora de tentar se expressar, e apelam para a famosa frase “não sei”.
Você acha que peças teatrais do tipo pantomima pode mudar essas reações? Justifique sua resposta.
Fonte: Site “www.efdeportes.com/efd50/teatro.htm”
Existem várias formas de teatro, entre elas o teatro de máscaras, de fantoches, de varas, de sombras e a pantomina, esses tipos são ricos em qualidade e em materiais utilizados, pois podem ser feitos com material reciclado, assim como material comprado, mas é muito visto e é recomendado pedagogicamente que os professores utilize material reciclado, para além de trabalhar as questões do conteúdo da peça, irá trabalhar os aspectos ambientais e sociais com as crianças.
v Teatro de Máscaras
As crianças gostam muito de vestir máscaras, principalmente de super-heróis que elas vêem na TV. O importante é deixar que elas confeccionem as máscaras em sala de aula ou no pátio da escola.
Para a confecção, podem-se usar sacos de papel, cartolinas, tecidos, tintas, pratos de papelão, jornal, material de sucata, etc. Esta atividade não é difícil de ser executada e será prazerosa para as crianças, pois elas poderão representar uma história com um material que elas mesmas elaboraram, pois estarão criando e recriando à sua própria dialética.
O teatro de máscaras promove a recreação, o jogo, à socialização, melhoria na fala da criança, desinibição dos alunos mais tímidos.
Quando o trabalho em aula exigir o uso da palavra, a máscara a ser utilizada é aquela que cobre os olhos e o nariz deixando a boca livre, permitindo que a voz saia clara, exibindo a sua expressão verbal.As crianças representando com o rosto oculto, se permitem viver o enredo dos próprios personagens e o cotidiano social a que pertence.
v Teatro de Sombras
Este tipo de teatro ainda é pouco conhecido no Brasil. É uma atividade muito divertida que estimula a criatividade da criança.
Para realizar o teatro de sombras é necessário ter como material: uma fonte luminosa, uma tela (ou um lençol bem esticado) e silhuetas para serem projetadas.
As lâmpadas indicadas são as de 40 ou 60 watts, transparentes, dentro de latas de óleo para possibilitar a concentração da luz.
A tela deve ser de um tecido totalmente branco e não transparente.
Como silhueta, pode-se usar fantoches de varas recortados em papel cartão, cartolina ou papel grosso. Pode-se também utilizar outros objetos. Os fantoches movimentam-se atrás do papel, projetando a sombra. As crianças ficam atrás do palco interpretando a história, participando na movimentação dos bonecos, além de poderem confeccionar o material do teatro.

Outra atividade relacionada ao teatro de sombras são as sombras feitas através das mãos onde se projetam com elas, as sombras numa parede, formando figuras de animais em movimento como abrindo e fechando as asas, a boca, mexendo as orelhas.
Cada aluno cria as mais diversas figuras, compara-as com as dos colegas, fala sobre as sombras projetadas.
O teatro de sombras proporciona o desenvolvimento da criatividade e da motricidade das mãos na criança, importante no período da pré-escola e da alfabetização.
Para que aconteça o teatro de sombras com as mãos, é necessário que o ambiente esteja escuro, iluminado somente com uma lâmpada ou uma vela acesa.

As técnicas do teatro têm forte papel no desenvolvimento das atividades com as crianças ou até mesmo os adolescentes, pois com elas propiciamos que eles desenvolvam suas capacidades intelectuais como: a criatividade, a espontaneidade, a observação, a percepção, o relacionamento social, inatas no ser humano, e que são estimuladas ainda mais com o teatro.
Além do mais a arte de interpretar, ou seja, o teatro tem papel importante na vida das pessoas, pois conforme a lei que o ampara e as demais formas de artes, eles representariam o centro de todos os processos biológicos e sociais do indivíduo na sociedade e que se constituem no meio para se estabelecer o equilíbrio entre o ser humano e o mundo nos momentos mais críticos e importantes da vida, portanto, o teatro como as demais artes têm papel fundamental no desenvolvimento do ser humano, pois lhe traz muitos benefícios, como servir como uma válvula de escape na vida, além claro de servir de entretenimento.
O teatro permite o compartilhamento do saber, das descobertas, das idéias, porque a encenação envolve tanto quem assiste quanto, principalmente, quem participa da peça, e que busca o entendimento do personagem, do contexto histórico, se for o caso de uma interpretação de uma obra ou fato histórico e/ou criação de uma história. Segundo Paulo Araújo, “ o contato com a linguagem teatral ajuda crianças e adolescente a perder continuamente a timidez, a desenvolver e priorizar a noção do trabalho em grupo, a se sair bem de situações onde é exigido o improviso e a se interessar mais por textos e autores variados.” (Revista Nova Escola, ed. 170).
O teatro permite chegar ao ser humano de forma a tocá-lo no seu interior, deixando as marcas dos sentimentos expressados na peça teatral. Uma criança, por exemplo, consegue ter um aprendizado mais significativo vendo e participando de fatos, mesmo acontecendo em outras épocas, pois, o teatro permite essa vivência.
Dentro da sala aula o teatro é um recurso que possibilita infinitas formas de aprendizagem, podendo ser utilizado em todas as disciplinas além, das oficinas teatrais que se pode fazer dentro da escola. Com certeza o jogo teatral é um grande aliado do ensino-aprendizado, dando suporte para variadas construções desde âmbitos culturais até políticos, abrangendo todas as disciplinas, e nas escolas públicas há uma diversidade de crenças, de ideais, de realidades, de pluralidade, e é um dos melhores locais para se explorar, pois a troca de opinião possibilita uma enorme aprendizagem.
Conforme os estudos de J. Piaget, Vygotsky e Spolin o teatro traz ao ensino vantagens no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo do aluno, na sua formação enquanto ser humano e o auxilia na perda de sua timidez, além de proporcionar as crianças o contato com as diferenças e com o trabalho em grupo, lhe ensinando o respeito à vez do outro, entre tantos outros benefícios de âmbito cultural e físico, pois com o teatro a criança desenvolve sua voz, seu olhar, seus gestos, movimentos, equilíbrio, flexibilidade, expressão corporal e verbal, ou seja, o trabalho com teatro além de ser prazeroso, é rico em benefícios à educação, e quem trabalha garante, não há quem não goste, pois sempre aprendemos e conhecemos melhor os alunos que estamos trabalhando.
Nesse post são relatados vários motivos que apóiam a idéia de utilizar o teatro no meio educacional. Você concorda ou não com essa opinião. Justifique por que de sua resposta.

Nos primórdios das civilizações primitivas, existiam crendices de que as danças e encenações eram favoráveis ao fortalecimento de poderes sobrenaturais para controle dos fatos do dia-a-dia, e utilizavam esses rituais para homenagear os deuses e os heróis da época, e na Grécia Antiga por volta do século IV a.C, esses rituais eram em honra ao Deus Dionísio – deus do vinho e da alegria, até mesmo por se tratarem de cerimoniais com muita dança e festividade.
O teatro é uma das várias formas de artes que existem assim como a dança, e tem muitos fins, como o entretenimento, o simples prazer de exercer alguma atividade artística ou de expressão corporal e, por que não a educação, seja ela apenas cultural ou não.
No Brasil, a atividade de teatro no meio educacional se deu com os jesuítas que a utilizavam para catequizar os índios que aqui habitavam, e através dessa iniciativa a arte de interpretar começou a se dissolver nos ares da educação, sendo que hoje ele é utilizado para trabalhar as diversas áreas do conhecimento científico como a literatura, a história, o português, a língua estrangeira, a física e as demais áreas.
Essa arte tem um potencial de trabalho maravilhoso, pois além de trabalhar o corpo do aluno, ele age na mente e na alma deles, auxiliando suas relações, suas descobertas, sua postura entre outros.
Como vêem essa arte além de ser uma forma de cultura, serve como ferramenta para auxiliar na construção do conhecimento dos alunos, por seu estilo alegre e descontraído faz com que os alunos ao se prepararem para encenar ou ver uma peça de teatro, construa seu conhecimento de forma mais alegre e com bom humor, sendo assim o aprendizado será lembrado por mais tempo e como algo bom que aconteceu.
Teatro e educação, uma combinação que gera bons resultados!
Você acha que teatro e educação podem andar de mãos dadas? Justifique sua resposta, se possível com relatos.